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Shows massa™ #2: Aerosmith na Arena Anhembi (Monsters Of Rock) | NNL em eventos

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Shows massa™
Aerosmith

Esse mês de outubro realmente foi especial para o Brasil em termos de música pesada. Por isso, o Monsters Of Rock, ocorrido na Arena Anhembi foi definitivamente o fechamento dourado, sem reclamações posteriores. Whitesnake e Aerosmith fecharam tardiamente (pelo horário e pelo religioso atraso) o 2º e último dia do festival (20/10). A seguir, as minhas impressões sobre mais um dia marcante.

Pré-show


Festival Monsters Of Rock

Ao contrário do show do Megadeth e Black Sabbath no Campo de Marte (11/10) – aliás, o aeroporto fica de frente para o Anhembi, na Zona Norte de São Paulo -, onde cheguei 4 horas antes do início, desta vez tive assuntos a tratar, dentre eles assistir Bahia 0 x 1 São Paulo. Tal qual naquele dia, alguns empecilhos me assolaram, mas nada que pudesse atrapalhar este domingo mágico.

O caminho da Estação Portuguesa-Tietê da Linha 1 do Metrô até o local do Monsters Of Rock foi longo – mais ou menos, 30 minutos à pé até o dito Portão 30, – entrada essa feita pela famosa avenida do Carnaval paulistano, às 20h35. Para minha grata surpresa, a organização – contando com um espaço bem maior – estava um primor, e, logo na parte da arena, havia uma banda cover do Metallica, embalando o público com Seek And Destroy e Battery, inclusive bem melhor que ficar limitado a poucas músicas do AC/DC.

Já eram, a essa altura do campeonato, 20h50, e nada de Whitesnake subir ao palco. A espera, desta vez, não tinha reclames para serem malhados – Claudia Leitte e Jota Quest comemoram. Então, perto das 21h, a penúltima banda do festival aparece. Havia chegado a hora.

O show


Coverdale Whitesnake Monsters Of Rock

O line-up do Whitesnake, comandado por David Coverdale (vocais e eventual guitarrista), Doug Aldrich (guitarrista principal), Red Beach (guitarrista), Michael Devin (baixista) e Tommy Aldridge (baterista) começou o show com Give Me All Your Love e o público ia ao delírio. Merecem destaque no show as músicas Love Ain’t No Stranger, Slide It In / Slow An’ Easy, Is This Love, o duelo de solos de guitarra Pistols At Dawn, o solo de gaita do baixista e o de bateria de Steal Your Heart Away, Here I Go Again e o power cover de Deep Purple (Burn, com trecho de “Stormbringer”).

A setlist divulgada aqui no NNL é um pouco diferente da de fato executada. Confira abaixo:

Setlist previstoSetlist executado
  • Give Me All Your Love
  • Ready An’ Willing
  • Love Ain’t No Stranger
  • Is This Love
  • Gambler
  • Love Will Set You Free
  • Pistols At Dawn (duelo de solos dos guitarristas)
  • Steal Your Heart Away (solo de gaita do baixista, seguido de um solo de bateria)
  • Forevermore
  • Slide It In / Slow An’ Easy
  • Bad Boys
  • Here I Go Again
  • Still Of The Night
  • Burn / Stormbringer
  • Give Me All Your Love
  • Ready An’ Willing
  • Love Ain’t No Stranger
  • Is This Love
  • Slide It In / Slow An’ Easy
  • Love Will Set You Free
  • Pistols At Dawn (duelos de solos dos guitarristas)
  • Steal Your Heart Away (solo de gaita, seguido de um solo de bateria)
  • Fool For Your Loving
  • Bad Boys
  • Here I Go Again
  • Still Of The Night
  • Soldier Of Fortune
  • Burn / Stormbringer
Aerosmith Monsters Of Rock

Foi assim, sem bis, que o Whitesnake encerrou sua passagem pelo Monsters Of Rock 2013, por volta das 22h35, dando lugar à expectativa. O show estava marcado para as 22h45, mas nada de Aerosmith no palco – apenas músicas de fundo agitando (ou tentando agitar) a plateia. Já passava das 23h, quando a entrevista pré-show entrou no ar nos telões e às 23h06, o show finalmente iria começar.

Logo no começo, uma surpresa: ao invés de se tocar Let The Music Do The Talking, a banda deu seu cartão de visita com um de seus grandes sucessos, no caso Back In The Saddle, com o público já dentro do sing along. A sequência foi bem-feita com Love In An Elevator, uma das músicas responsáveis por me fazer gostar de Aerosmith.

Macacos Me Mordam! Toys In The Attic, mais um clássico dos anos 70 em plena ação, dando aquele aquecimento para a mais recente candidata a clássico: Oh Yeah. Porém, para minha surpresa, Lover Alot, do mesmo Music From Another Dimension – assim como nenhuma outra música do álbum -, não foi executada. Em seu lugar, Pink, outro sucesso identificador, não decepcionou as dezenas de milhares de fãs presentes.

O sing along e a animação de Steven Tyler para com o público se traduziram em todo o show, assim como em Dude (Looks Like A Lady), em Rag Doll (com Joe Perry e seus belos acordes na guitarra havaiana) e a “chorosa” Cryin’, uma trinca de sucessos mais comerciais e acessíveis, fato que incomoda determinadas vertentes. Para silenciar o recalque, Last Child, umas das músicas preferidas do fãs – fazendo parte de um dos mais inspiradores álbuns de hard rock de todos os tempos (Rocks) – deu um tom excepcional à apresentação.

Tyler Kramer Aerosmth Monsters Of Rock

A ótima Jaded, porém desnecessária para o show, não foi vista de forma insensível. Mas o melhor ainda estava por vir: Boogie Man, linda música que conta basicamente com Joe Perry e Joey Kramer deu o sinal para Combination, com certeza a melhor música executada naquela noite. O frenesi de mais um clássico do Rocks não foi tão bem recebido quanto as músicas anteriores, mas se destacou com Steven Tyler dividindo as baquetas com Kramer – vale ressaltar que o vocalista também é baterista -, fazendo eu me arrepiar todo.

Para fazer jus à camisa usada por mim do Get A Grip – confeccionada no dia anterior -, Eat The Rich foi brilhantemente executada e interpolada por Whole Lotta Love (de um tal de Led Zeppelin). Na sequência, Mr. Tyler iniciou a capella What It Takes para depois a banda crescer o som e fazer o devido acompanhamento.

Sutiã e gaita voadores não eram o limite, pois Livin’ On The Edge (mas que conhecida e embaladora música) foi tocada no talo e com pausa dramática. I Don’t Want To Miss A Thing fez até os marmanjos cantarem e, por que não, chorarem. A soundtrack de Armaggeddon embalou a parte mais emocionante da apresentação.

Tyler Perry Aerosmith Monsters Of Rock

Assim como a espera pelo começo do show, o bis demorou mais que o normal, fazendo algumas pessoas irem para casa, pelo horário tardio do dia 21/10 (segunda-feira) e com o Metrô já fechado a essa altura. A demora, porém, valeu a pena: Dream On, com Tyler no piano e Perry solando sua guitarra sobre o instrumento de teclas recarregou as baterias da plateia.

A última música da apresentação, Sweet Emotion, e sua sensacional intro com o baixo de David Hull (Tom Hamilton teve que deixar a turnê às pessoas por problemas de saúde) foi o empolgante final de show que aquele palco e o público presente merecia. Tyler fez as honras de apresentar Joe Perry, Joey Kramer, Brad Whitford (guitarrista), o já citado Hull e Russ Irwin (tecladista). Perry, por sua vez, fez a honraria para com o excêntrico vocalista. Foi o fechar de cortinas do Monsters Of Rock.

Creio que o setlist apresentado poderia possuir pelo menos mais duas músicas do Music From Another Dimension e algumas do Draw The Line (melhor álbum), mas não deveu nada a ninguém. Confira abaixo:

Setlist previstoSetlist executado
  • Let The Music Do The Talking
  • Love In An Elevator
  • Toys In The Attic
  • Oh Yeah
  • Lover Alot
  • Dude (Looks Like A Lady)
  • Same Old Song And Dance
  • Cryin’
  • Last Child
  • Jaded
  • Combination
  • Livin’ On The Edge
  • What It Takes
  • Crazy
  • I Don’t Want To Miss A Thing
  • No More No More
  • Come Together
  • Walk This Way
  • Bis:
    • Dream On
    • Sweet Emotion
  • Back In The Saddle
  • Love In An Elevator
  • Toys Tn The Attic
  • Oh Yeah
  • Pink
  • Dude (Looks Like a Lady)
  • Rag Doll
  • Cryin’
  • Last Child
  • Jaded
  • Boogie Man
  • Combination
  • Eat The Rich / Whole Lotta Love
  • What It Takes
  • Livin’ on the Edge
  • I Don’t Want To Miss A Thing
  • No More No More
  • Come Together
  • Walk This Way / Mother Popcorn
  • Bis:
    • Dream On
    • Sweet Emotion

Pós show


Público Monsters Of Rock

À 1h10, logo ao fim do show, os portões da Arena Anhembi foram abertos e recomeçava a maratona rumo à Portuguesa-Tietê, pois não estava disposto (leia-se nenhum táxi aceitava cartão) a pagar por uma viagem de táxi. Então, encontrei um hotel-restaurante para esperar pela reinício das atividades do Metrô.

Assim, refletindo um pouco e com gás para ir trabalhar sem dormir, conhecendo um cover de Paulinho Gogó, um torcedor do Atlético/MG mamado, um beubo™ tentando jantar, seguranças analisando uma pintura e outras coisas mais da night paulistana, que agradeço tanto Whitesnake quanto, principalmente Aerosmith por mais um dia marcante. O sonho ainda não acabou.

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.