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João Kleber vs. Claudete Troiano (ou Record vs. RedeTV!) | Nos Fragmentos do HD #18

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Depois de um ano e três meses, finalmente estamos trazendo uma nova edição da coluna preferida do NNL. Hoje, o NFDHD contará a história por trás da briga protagonizada por João Kleber e Claudete Troiano. Ajeite-se no sofá e acompanhe a seguir.

A denúncia das supostas farsas

A busca por audiência é via de regra em qualquer produção audiovisual e existem várias formas de tornar um formato popular e palatável ao público. E João Kleber é um dos que usam um método conhecido: o sensacionalismo sempre rendeu frutos aos programas apresentados por ele. Com o Canal Aberto não foi diferente: supostos casos reais retratados no extinto programa da RedeTV! traziam conflitos familiares para a tela. Mas sempre levantou suspeitas sobre a veracidade destes.

Foi então que o programa da Record Note E Anote trouxe uma denúncia que botava em cheque João Kleber e o Canal Aberto. Em 22 de maio de 2002, o programa então apresentado por Claudete Troiano, entrevistou Osnei da Costa, que afirmou ter recebido um cachê de R$ 150 para simular uma história onde apanhava de seu filho. Segundo o suposto ator, não havia roteiro e eles improvisavam todo o enredo mostrando no palco do programa da RedeTV!.

Claudete Troiano apresenta denúncia relacionada a João Kleber no Note e Anote, em 2002.
Fonte: Arquivo Marckezini.

Outro caso mostrado no Note E Anote foi o de uma mãe que não aceitava a sexualidade de seu filho. Segundo a dita atriz, tudo era improvisado a pedido do Canal Aberto, corroborando com a afirmação dada por Osnei. O enredo mostrado era da mãe ter outros dois filhos héteros (um delegado e um engenheiros) e não aceitar um filho gay.

A atração de Claudete ainda contatou a promotora de justiça Eliana Passarelli, para dar ainda mais veracidade na dita luta da Record contra programas e profissionais que não lutam para trazerem conteúdo de qualidade. Toda esta atitude fez o Note E Anote, que dava 7 pontos no IBOPE, chegar a 11 pontos de pico.


A resposta de João Kleber às acusações

Após tudo o que ocorreu em 22/05/2002, esperava-se que João Kleber respondesse cada uma das acusações mostradas por Claudete Troiano no Note E Anote. E isso aconteceu um dia depois (23 de maio de 2002). João, revoltado com a atitude da colega, afirmou ser usado por ela e pela Record para estas ganharem audiência às suas custas. Completou dizendo que tudo isso se deveu a uma vingança da emissora da Barra Funda por João ter recusado proposta milionário feita por ela. A fritura teria como um dos cabeças Dennis Munhoz (então vice-presidente executivo), que convidou João para comandar um programas nas tardes da emissora da Barra Funda, dois meses antes de toda a confusão começar.

João Kleber rebate acusações de Claudete Troiano e faz acusações contra a Record, em 2002.
Fonte: Arquivo Marckezini.

Ao longo da edição daquela quinta-feira do Canal Aberto, João Kleber disse ter sido enganado pelos participantes que foram ao Note E Anote denunciar seu programa. Também disse ser um homem honrado que nunca fez nada errado e alegou erro da produção na pesquisa pelos participantes. Além disso, mostrou o contrato assinado por Osnei, mostrando os R$ 150 pagos ao ator. Detalhe: na história protagonizada por ele e seu filho, Osnei era chamado de “Seu Antenor”.

João Kleber resolveu processar a Record, emissora pela qual iria trabalhar futuramente. E, assim como o programa de Claudete Troiano, o seu deu os mesmos 11 pontos de pico.


Fala Que Eu Te Escuto e o motivo da artilharia contra João Kleber

A artilharia pesada de ambas as partes neste caso rendeu bons frutos na audiência para os programas de Claudete Troiano João Kleber. Mas, apesar da promessa de novas acusações do Note E Anote e novas réplicas do Canal Aberto, nenhum dos dois deu continuidade à troca de farpas.

Fala Que Eu Te Escuto entra na briga contra João Kleber, em 2002.
Fonte: Arquivo Marckezini.

Se os dois não deram continuidade ao assunto, o mesmo não podemos dizer do Fala Que Eu Te Escuto, programa da Igreja Universal do Reino de Deus, dona da Record. O FQETE colocou em debate as acusações de João Kleber contra a emissora e Claudete Troiano e ainda criticou o apresentador, colocando mais lenha na fogueira.

Segundo notícias da época, a ordem para Claudete Troiano expor as supostas fraudes de João Kleber veio da alta cúpula da Record (IURD), além dela mesma estar pressionada a dar retorno com o Note E Anote. A apresentadora, já queimada com a Gazeta, comprou a briga a contragosto.

Tanto a intervenção do Fala Que Eu Te Escuto, quanto a do Note E Anote teriam duas explicações. Uma delas seria justamente a recusa de João Kleber a trocar a RedeTV! pela Record. A outra também envolve uma transferência entre as duas emissoras: José Luiz Datena, apresentador do Cidade Alerta em 2002, trocou a emissora da IURD pela sucessora da Rede Manchete. Esta ofensiva seria, principalmente, para atacar a concorrente por conta da perda difícil de ser reparada para o policialesco.

O jornalista e apresentador José Luiz Datena, um dos motivos dos ataques da Record à RedeTV!.
Foto: Beto Barata/PR.

Comentários finais

A busca pela audiência pode levar a TV aos níveis mais baixos. A briga para conseguir uns pontos a mais de IBOPE faz emissoras apelarem a temáticas fáceis e questionáveis. Mas, por trás disso, podem haver interessantes mais obscuros, que podem acarretar na destruição de reputações apenas para mostrar a supremacia de um dos lados, seja ela qual for.

Termina por aqui mais um NFDHD. Se gostou deste post, compartilhe-o com os amigos nas redes sociais e comente sobre este assunto. Para acompanhar os posts desta coluna, basta clicar em um destes abaixo ou procurar por mais no NNL.

Não prometemos um retorno breve, mas continue no aguardo por mais uma edição. Nos vemos.

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.