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AMQCM #57: 21 anos sem Mamonas Assassinas | Festivos

#753

O AMQCM deste mês está mais do que especial: é uma homenagem póstuma a irreverente banda Manonas Assassinas, que encontrou um fim trágico após uma surpreendente e meteórica ascensão. O acidente ocorreu há exatos 21 anos, em 02/03/1996.

A história da banda começa em meados de 1990, sob o nome Utopia, com influências em Legião Urbana, Cazuza, Ultraje A Rigor, entre outras. No começo, era comandada pelos irmãos Samuel e Sérgio Reis de Oliveira (irmãos Reoli) – respectivamente, baixista e baterista -, além de Alberto Hinoto (Bento) – guitarrista. Em um show no Parque Cecap, em Guarulhos/SP, o público pediu para a banda tocar Sweet Child O’ Mine (Guns N’ Roses), cantada por um espectador da plateia Alecsander Alves (Dinho) ao ser chamado ao palco, mesmo este não sabendo a letra.

Com a adição de Márcio Araújo (tecladista) e Júlio Cesar Barbosa (Júlio Rasec) – um faz-tudo -, aliado ao ex-espectador Dinho, Utopia lançou um LP em 1992, junto com o produtor Rick Bonadio. Das 1.000 cópias produzidas, apenas 10% foram vendidas. Tempos depois, Márcio, não conseguindo conciliar a vida acadêmica com as atividades da banda, acabou deixando o teclado vago, assumido prontamente por Júlio.

O fracasso comercial não fez a banda desistir do sucesso. As performances divertidas, bem-humoradas e descompromissadas acabaram fazendo a virada na vida do quinteto. Utopia deixaria de existir para dar lugar a Manonas Assassinas do Espaço – tirando o ‘do Espaço’ do nome algum tempo depois -; as músicas cheias de zoação e humor viraram a linha composicional da banda.

Três músicas já estava prontas, porém a gravadora EMI precisava de mais sete, no mínimo, para poder gravar o disco. Na base da mentira, o Manonas disse já ter sete prontas e que, em uma semana, traria as restantes. A correria pela realização do sonho fez o quinteto compor 12 músicas no período. O esforço deu muito certo: o álbum homônimo, lançado em 23/06/1995, foi um verdadeiro sucesso de vendas. A fama chegou de forma instantânea e arrebatadora.

Com diversos shows e sucesso absoluto, a carreira do Mamonas foi interrompida da pior forma possível. Em 02/03/1996, após um show em Brasília/DF , o jato Learjet 25D, prefixo PT-LSD, saiu do Aeroporto Juscelino Kubitscheck em direção ao Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos (Cumbica). A poucos quilômetros do destino final, a aeronave colidiu com a Serra da Cantareira, matando todos os noves tripulantes: além da banda, Jorge Martins (piloto), Alberto Takeda (copiloto), Sérgio Saturnino Porto (segurança da banda) e Isaac Souto (roadie e primo de Dinho). Uma grande comoção foi causada no Brasil todo com o trágico fim.

O legado desta grande banda continua muito vivo. Por este motivo, a coluna musical do NNL trará alguns das grandes músicas gravadas para o único álbum do Manonas Assassinas. Confiram.


Playlist com as músicas deste AMQCM

#01 – 1406

#05 – Jumento Celestino

#07 – Uma Arlinda Mulher

#09 – Mundo Animal

#10 – Robocop Gay

#13 – Sábado de Sol

#14 – Lá Vem O Alemão


Via
Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.