[Séries] Sonic CD (Extra) #2 : Pulando errado pelo tempo | NNL Games
RPNV 2016 #10: quem foi ou não eleito?
AMQCM #54: Hardwired… To Self Destruct (2016), por Metallica | Álbuns
NNL Indica #3: dicas para acompanhar tudo sobre Chespirito e Dragon Ball Super no Brasil
Eventos massa™ #2: Brasil Game Show 2016 | NNL em eventos
O pior porre da minha vida | Casos Pessoais
Janela de dicas #25: como remover o Warsaw completamente do seu Windows | Macetes
Nos Fragmentos do HD #15: os 10 anos do AE KASINÃO
Avulsos #4: Tanglewood para Sega Genesis / Mega Drive | NNL Games
Crunchyroll: saiba como ter acesso Premium+ por 48 horas

Nos Fragmentos do HD #10: supergrávida, Maria Verônica e Taubaté

#598
Imagem 1 - A supergrávida de Taubaté

Depois de mais uma pausa entre posts (e acredito que isso seja constante), o NFDHD retorna com um tema barrigudo – aproveitando a deixa da Ceia de Natal. Reveja a história da falsa supergrávida de Taubaté, que enganou muita gente com sua falsa gravidez. Vamos ao post.

A história da supergrávida: de atração à suspeitas

A pedagoga Maria Verônica Aparecida César Santos, à época com 25 anos, acabou virando atração na cidade de Taubaté – SP por conta de uma barriga bem avantajada. Ela afirmava com todas as letras estar grávida de quadrigêmeas, para a felicidade de seu marido Kléber Eduardo Melo. Como não poderia de ser diferente, o caso ganhou destaque no Brasil inteiro, com direito a matérias sobre o curioso caso da supergrávida.

Como mostrado na matéria da Band, veiculada em janeiro de 2012, Maria revelou que, inicialmente, seria mãe de gêmeas. Mas, logo depois, soube da possibilidade de serem trigêmeas, até saber de serem quadrigêmeas. Uma história difícil de ser real (e de engolir).

Mas, como diz o dito popular, mentira tem perna curta. As suspeitas da estranha gravidez ser falsa foram reforçadas por Ana Paula Muckenberger. A ultrassonografia usada como sendo de Maria, na verdade, eram do filho da blogueira Pietro Rhuan – com 1 ano e 4 meses à época – quando a gestação estava em 24 semanas.

Maria Verônica afirmava estar grávida de quatro meninas gêmeas.

Maria Eugênia afirmava estar grávida de quatro meninas gêmeas.

Para reforçar ainda mais a suspeitas sobre a farsa, o R7 ouviu o especialista em reprodução humana Sang Cha (livre-docente da USP – Universidade de São Paulo). Segundo ele, a barriga de uma grávida geralmente está curvada para baixo, e não para cima, como no caso da supergrávida. Outro ponto levantado pelo especialista foi a facilidade como Maria se locomovia e trabalhava como professora de sua escola infantil. Uma gravidez qualquer faria com que a gestante tivesse algumas limitações na locomoção.

A descoberta e as consequências da farsa

O parto de Maria estava marcado para 20/01/2012, porém não ocorreu. A supergrávida estava desaparecida e ninguém sabia seu paradeiro. Foi à tarde do mesmo dia que ocorreu a revelação por intermédio do advogado Marcos Antonio Leite – que repassou o caso para Enilson de Castro -, em entrevista coletiva. A informação da farsa surgiu às 3h, quando parentes da “supermãe” tentaram levá-la ao hospital para o trabalho de parto e esta não queria ir. A relevação da falsa gestação chocou a todos, até mesmo o marido, que nunca suspeitou de nada.

O motivo pelo qual a supergrávida montou toda esta farsa foi o fato dela e seu marido não terem contanto com a família há 5 anos – por conta do romance – e que a notícia da gravidez seria uma forma de reatar os laços familiares. Ela ainda confirmou por meio de seu advogado Enilson a devolução de todas as doações recebidas por conta da mentira.

A felicidade da família durou pouco.

A felicidade da família durou pouco.

O caso foi tocado pelo delegado Ivahir Freitas Garcia Filho. Ele ouviu familiares, Maria e seu marido sobre a falsa gestação. Ambos foram processados por estelionato.

Em dezembro de 2014, o processo que estava nas costas do casal terminou com um acordo com a Justiça. A decisão foi do juiz Érico Di Prospero Gentil Leite – 3ª Vara Criminal. A conciliação, proposta pelo Ministério Público, foi acatada após audiência realizada em 2012. Segundo o advogado Enilson, o processo ficou suspenso por dois anos por conta do cumprimento das exigências acordadas, culminando na decisão final sobre o caso.

Maria Verônica no dia de seu primeiro depoimento à polícia.

Maria Eugênia no dia de seu primeiro depoimento à polícia.

Atualmente, Maria e Kléber vivem em uma casa em Taubaté. A pedagoga teve de vender sua escola infantil, pois por conta da repercussão negativa, não estava conseguindo alunos. Desempregada, cuida do filho, tem uma vida normal e religiosa, afirma Enilson.

Considerações finais

Este caso mostra uma mulher que buscava reatar os laços com sua família. Teve uma ideia mirabolante e muito nefasta de forjar uma gravidez rara. A intenção de Maria não era necessariamente enganar as pessoas e levar vantagem, porém, de alguma forma, aproveitou a onda e surfou sobre a bola de neve criada pela farsa. Teve sorte de não parar na cadeia – junto com seu marido – por conta de uma mentira de muito mau gosto.

Ponto final na edição #10 do Nos Fragmentos do HD. Peço para aproveitarem a oportunidade de lerem as outras edições desta coluna, que volta em algum sábado, às 20h.

Por: Not Now Lucas

The following two tabs change content below.

notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.