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Nos Fragmentos do HD #9: Silvio Santos, PMB e 1989

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Imagem 1 - Ma Oe

Acredite se quiser. Estamos de volta com mais uma desfragmentação no disco rígido da internet em busca de momentos marcantes. E tem algo mais marcante do que o dono do SBT como candidato à presidência do Brasil? Isso ocorreu em 1989, há 26 anos, e vamos refrescar sua memória.

A meteórica e polêmica candidatura de Silvio à presidência

O ano de 1989 era histórico para o Brasil. Pela primeira vez em quase três décadas, o povo teria o direito de escolher uma pessoa para comandar país de forma direta. Um momento único, depois de 21 anos de Ditadura Militar (1964-1985) com muita gente com saudades, acreditem.

Para o pleito democrático, nada menos que 22 candidatos se aventuraram em busca do cargo mais importante. Lula (PT), Leonel Brizola (PDT) e Fernando Collor (PRN – atual PTC) foram os principais candidatos. PMBD e PFL (atual DEM) tentaram entrar na disputa juntos, mas mesmo sendo os principais partidos da época, não conseguiram nem 5% de apoio nas pesquisas prévias.

O PFL tinha uma carta na manga: Silvio Santos. O dono do Baú era filiado ao Partido Municipalista Brasileiro (PMB) e foi cotado para substituir a candidatura do pastor Armando Corrêa (fundador do partido), que não conseguiu alavancar sua campanha. Junto de Marcondes Gadelha, Silvio entrou na disputa depois de muito relutar.

Campanha de Silvio Santos para a presidência em 1989.

Campanha de Silvio Santos para a presidência em 1989.

A inusitada candidatura enfrentou problemas. A começar pelo fato do PMB ter dado entrada em um pedido de registro provisório deferido em 14 de outubro de 1987, com a exigência do cumprimento das exigências legais em até um ano. O partido conseguiu ganhar mais um ano para poder se regularizar, porém não o cumpriu – o prazo expirou em 15 de outubro de 1989. Mesmo pedindo registro definitivo, o motivo do indeferimento foi não ter conseguido realizar convenções estaduais pelo menos em nove estados e municipais em 20% de cada um destes.

Dentro deste olho do furacão, Silvio Santos teve que perder parte do tempo da campanha explicando que teriam de votar no até então candidato do 26 (número da sigla do PMB) Armando Corrêa. Ainda houve tempo de surgir um épico jingle eleitoral, com uma das mais marcantes músicas do homem do Baú Silvio.

Em 09 de novembro de 1989, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu a candidatura de todos os membros do PMB que pleiteavam algum cargo. Como consequência, a chapa Silvio-Marcondes foi extinta para a presidência, tal qual o próprio partido acabou sucumbindo. As motivações foram: o fato de Silvio ser dono do SBT – “dirigente de uma rede televisiva de alcance nacional, conquanto não constasse formalmente como seu diretor, e por ser a empresa concessionária de serviço público” – e por todas as exigências não cumpridas pelo agora finado partido de Corrêa.

Sem Silvio Santos – que havia conquistado a preferência de 30% do eleitorado -, a disputa da eleição focou-se novamente nas candidaturas de Collor (30%), Lula e Brizola (15% cada). A corrida presidencial histórica seguiu e, diante de mais polêmica, acabou resultando na vitória do “caçador de marajás”.

Comentários finais

Em mais uma manobra típica da “velha política”, tivemos Silvio Santos como candidato. Ele não tinha a intenção de entrar a corrida presidencial de 1989, porém acabou topando tudo por uma campanha fadada ao fracasso. Pensando bem: não seria tão ruim tê-lo como presidente, pois nos livraria de Collor – que acabou sofrendo impeachment.

Chegamos ao fim do mais épico NFDHD até hoje. Mas não fique chupando dedo: enquanto não sai o próximo, dê uma olhada nas outras oito edições desta coluna. Até uma próxima oportunidade.

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.