Nos Fragmentos do HD #4: Rafinha, Wanessa e o bebê

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Imagem de destaque (vide visualização via página principal): R7.

Rafinha preocupado

Hoje teremos, com certeza, o post mais polêmico do NFDHD. Falaremos da polêmica “ofensa” (eu disse que seria polêmico) do comediante e jornalista Rafinha Bastos a cantora (até então sumida) Wanessa [ex-Camargo] por conta de uma piada. Vamos aos fatos.

A piada e o processo

Tudo estava indo bem no programa Custe o Que Custar (CQC) de 19/09/2011. Após a matéria ir ao ar, há aquela hora onde os apresentadores da bancada fazem comentários com piada. Rafinha desfere uma piada até então inofensiva a então grávida Wanessa: “Comeria ela e o bebê”. Marco Luque ri da piada daquele jeito e Marcelo Tas emenda tentando amenizar o climão que seria criado no dia seguinte.

O tal climão apareceu justamente no dia 20/09/2011. A repercussão foi extremamente negativa e contou com a reputação nada boa de Rafinha quanto a fazer piadas polêmicas. Evidentemente, Wanessa e seu marido Marcus Buaiz, não levaram na brincadeira tal comentário e consequências foram tomadas.

No dia 13/10/2011, o casal ofendido entrou com uma ação judicial contra Rafinha Bastos por conta da famigerada “piada do bebê”. O pedido ingressado pelos advogados Manuel Alceu Affonso Ferreira e Fernanda Nogueira Camargo Parodi e citou a frase do filósofo grego Aristóteles – “pessoas que tendem para o excesso na ânsia de gracejar” – como forma de argumentar contra o réu. Foi pedida uma indenização de R$ 100 mil por danos morais.

Rafinha tentou mostrar tranquilidade com toda a situação, afinal não era a primeira piada a causar polêmica. Porém a exposição desta teriam consequência em sua vida e carreira.

Rafinha em busca de um emprego, depois da polêmica com o Bebê de Wanessa.

Rafinha em busca de um emprego, depois da polêmica com o bebê de Wanessa.

As consequências (condenação e declínio)

Como consequência imediata, Rafinha foi afastado do CQC após a piada, pois isso prejudicou também a imagem do humorístico. Depois, também foi afastado do A Liga, ficando na geladeira até haver um veredicto sobre seu futuro na Band. Depois de conversas, o comediante resolveu deixar a emissora por conta do episódio. Como se não bastasse, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deu ganho de causa à Wanessa e Marcus.

Após sair do CQC e ser condenado, Rafinha empreitou no seu canal do YouTube, ajudou na criação do Saturday Night Live (SNL) na RedeTV! em 2012. Porém a versão brasileira do humorístico, agora com “apenas” 40 anos de vida nos Estados Unidos, sofreu diversas modificações e por nunca ter sido exibido aos sábados, como o nome do programa sugere. Antes mesmo do barco afundar em 2013, Rafinha deixou a emissora de Osasco talvez prevendo o pior.

Após o período de separação, Rafinha e Band se reconciliaram e o comediante foi readmitido para apresentar de novo A Liga e, na sequência, o Agora É Tarde (em 2014), deixado pelo Danilo Gentili que foi apresentar o The Noite no SBT. Porém, por conta de cortes de orçamento, o talk show foi cancelado em 2015 pouco tempo depois de estrear sua nova temporada, com diversas novidades.

Rafinha Bastos de novo na geladeira.

Rafinha Bastos de novo na geladeira.

O recurso apresentado pela defesa de Rafinha referente a condenação no caso “Wanessa e o bebê” tentava desqualificar a adição do filho da cantora no caso, porém o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação, estipulando indenização de R$ 150 mil a cantora, ao marido e a criança. A decisão de 23/06/2015 foi complementada pelo ministro Marco Buzzi da seguinte forma:

A declaração ultrapassou o limite do mero aborrecimento tendo causado efetivo dano moral. Foi muito além do propósito jocoso e irônico que se admitiria na fala de um humorista. O comentário do réu dá conta de que ele gostaria de manter relações sexuais (com Wanessa e o bebê) é reprovável, repreensivo e grosseiro e é efetivo nesse caso o abalo moral.

Comentários finais

Houveram diversas discussões sobre o tal do “limite do humor” após o episódio. De certa forma, Wanessa, até então sumida da mídia, beneficiou-se de toda esta história. Rafinha, quem deveria sofrer menos com toda a história, pagou – e continua pagando – pelas consequências da piada. Ela não teve nada demais, no fim das contas. Afinal, a máxima acusação sobre esta seria de não ter graça e não de ser ofensiva, como sua propagação deu a entender. O “processar” está cada vez mais banalizado, infelizmente.

Rafinha condenado.

Rafinha condenado.

O texto foi polêmico e deixei bem clara minha opinião sobre o tema. Gostaria que vocês deixassem seu comentário para discutirmos de forma amigável a “piada do bebê”. E não se esqueça de acompanhar os post anteriores da desfragmentação necessária dos seus sábados. Até a próxima e bom apetite (de preferência, sem polêmica).

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.