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Shows massa™ #1: Black Sabbath no Campo de Marte | NNL em eventos

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Shows massa™
Black Sabbath

O dia 11/10/2013, uma sexta-feira diferente de qualquer outra, ficou para a história: uma banda vinha pela primeira e talvez última vez ao Brasil, quando muitos já haviam perdido todos os pingos de esperança. Sim, o Black Sabbath com sua formação quase original tocaria no Campo de Marte (São Paulo) – antes havia tocado no estacionamento da FIERGS (Porto Alegre) no dia 9 e haveria de tocar na Apoteose (Rio de Janeiro) e na Esplanada do Mineirão (Belo Horizonte) -, junto do famigerado grupo comandado por Dave Mustaine (Megadeth). A seguir, as impressões e experiências minhas sobre o pré-show, o show em si e o pós-show.

Pré-show


Campo de Marte

Chego ao Campo de Marte às 15h, duas horas depois a abertura dos portos, com a entrada para a Pista Comum, com o saldo de uma garrafa e um guarda-chuva (sim, soube tardiamente que não poderia entrar com tais objetos). “Sobrevivendo” com amendoins grelhados, fiquei flauteando pelo local, ao som de AC/DC – aliás, com um setlist limitado às mesmas músicas. Resolvi, então, comprar algo para comer e beber e, como não costumo trazer comigo dinheiro em espécie, deparo-me com poucas máquinas para cartão e um sistema beirando ao inútil. Resultado: enormes e desnecessárias filas. Ponto negativo para a organização.

Uma sequência de mal entendidos, misturado com a escassa bateria do celular, atrapalharam. Espera em vão de um colega com qual assistiria o show, justamente por falta de comunicação. Então, após o aguardo, estava eu buscando um local para ver melhor o show, mas, como inexperiente neste tipo de evento, consegui um ponto de visão razoável – mas os telões ajudaram -, tendo em mente a noite inesquecível por vir.

Além das já saturadas e repetidas músicas tocadas do AC/DC, um vídeo de segurança, no embalo de Iron Man e os comercias dos próximos eventos e dos patrocinadores – destaque para as vaias à Claudia Leitte e Jota Quest, protagonista do reclame da Sky -, dava a falsa expectativa do início das atividades no palco e, ao mesmo tempo, a proximidade deste. Ia começar.

O show


Megadeth Campo de Marte

Eram 19h35, o vídeo de segurança e os comerciais deram lugar ao Megadeth. A música de abertura foi Hangar 18 – tal qual a setlist provável -, a qual me surpreendeu positivamente, como boa parte de show – já que não sou muito de ouvir essa banda. Mas a multidão foi ao delírio quando Symphony Of Destruction embalou a apresentação. Sem me alongar muito, destaco as músicas finais: Peace Sells e Holy Wars… The Punishment Due (aquele bis básico).

Após o fim da apresentação da trupe Dave Mustaine (guitarrista e vocalista), Chris Broderick (guitarrista), David Ellefson (baixista) e Shawn Drover (baterista), houve a pausa para a troca dos instrumentos e demais equipamentos e, vagamente, voltam as atrações pré-show já citadas. Após o esquenta, às 21h05, Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Tommy Clufetos (baterista da banda solo do vocalista) – e não Brad Wilk, do Rage Against The Machine, que assumiu as baquetas no álbum 13, ou Bill Ward, fora do projeto por questões contratuais. – sobem ao palco.

O frenesi se inicia com Ozzy mostrando carisma e simpatia também como animador de plateia, e War Pigs abre a apresentação de forma arrebatadora e todo o Campo de Marte cantando junto. Na sequência, as excelentes Into The Void, Under The Sun e Snowblind já deixavam meus braços cansados de tanta movimentação. A voz minha já estava se alterando.

Tony Iommi Campo de Marte

Para justificar um dos grandes motivos da turnê, Age Of Reason (do álbum 13) entra em cena e mostra a eficiência e pegada do Black Sabbath em seus primeiros álbuns. Entre bêbados e uma briga onde eu estava, até com suposto soco, a primeira música do primeiro álbum começa a entoar: Black Sabbath deu o tom da banda precursora do heavy metal, com todo o seu ar sombrio.

A espetacular Behind The Wall Of Sleep foi o aperitivo para um dos ápices da apresentação: Butler fazendo aquele solo/intro sensacional e inconfundível de N.I.B. para o desenrolar de uma música igualmente incrível. Gritos de “Olê olê olê olê! Sabbath! Sabbath!” ficavam cada vez mais fortes, com a ajuda de Ozzy como animador.

Mais uma música do novo álbum é executada: End Of The Beginnig mostra-se uma versão de Black Sabbath, com a mesma temática sombria. Fairies Wear Boots, grande clássico, é prosseguida por Rat Salad, como o alucinante solo de Clufetos em sua bateria fez parte do público ficar enjoada – eu, particularmente, tenho fraco por este tipo de solo – era o chamado para outro momento marcante do show: Iron Man.

O sucesso, carro-chefe do vídeo de segurança, foi cantando com louvores pelos 70.000 espectadores. Não havia como não cantar, pois esta música é praticamente trade mark identificadora. Então, God Is Dead? (primeiro single de 13), mostrou-se postulante a novo clássico do Black Sabbath, pois já estava na boca do povo e cantada a plenos pulmões.

Black Sabbath Campo de Marte

A “masturbação” fantasiada por Ozzy deu o tom de Dirty Women, música menos unânime, por assim dizer, pelos fãs, embora seja ótima. Mas, depois do momento mais “morno”, eis que Children Of The Grave se inicia com Iommi tocando os riffs finais de Orchid. Pronto, ali se dava o “fim”.

Aos gritos de “Sabbath! Sabbath!” e “One more song!”, o Black Sabbath dá um susto positivo em nós, os espectadores. Não estava no script divulgado tocar Sabbath Bloody Sabbath, embora tenham sido apenas os primeiros acordes. Voltando à programação normal, Paranoid “compensa” com classe e chave de ouro. Era o fim do show, o fim de um sonho real.

Pós show


Campo de Marte pista

Depois da noite mágica e marcante, estava eu saindo junto com a multidão em direção à Estação Carandiru (Linha 1 Azul do Metrô), e a confusão no trânsito da região e as intermináveis filas nas catracas mostram mais uma falha da organização que, em um contexto geral, se saiu bem, apesar dos pesares.

Deixando os problema de lado, valeu a pena vivenciar uma lenda do rock – mesmo com a enfermidade de Iommi – tocar como nos velhos tempos. A competência de Clufetos na bateria, Butler no baixo, o próprio Iommi e Ozzy de volta ao seu habitat fizeram os R$ 150 gastos no ingresso valerem cada centavo, cada grito, cada lágrima de alegria, cada chifrinho. Obrigado, Black Sabbath.

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.