Água Gourmet, especialista e puxa-saquismo | Casos Pessoais

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O maldito mal-entendido, transformado em maldade pura ou infeliz faz de um trabalho digno em um trabalho sujo, não por conta de sua dignidade, mas pelo tratamento dado por pessoas aproveitando de seu ar condicionado para revelar suas verdadeiras faces. Trabalho de entregador pode revelar estas faces apenas adormecidas.

Tudo começou na fatídica quinta-feira (19/09/2013). Uma empresa de móveis A Especialista gosta de matar a sede de compras de seus clientes com Água Gourmet Ouro Fino (uma água como qualquer outra, mas com grife). Essa sede só pode ser matada com 180 caixas – 90 de cada “sabor”. Tudo corria normalmente, mas quando todas estas estava devidamente estocadas, veio a infame notícia de nossa amiga: metade daquelas nunca foram pedidas. As tentativas de persuasão para a não devolução foram em vão e, embora com ajuda de dois ótimos funcionários, aquilo fez nos sentirmos – meu pai e eu – como bodes expiatórios ou burros de cargas, no pior sentido possível.

A vaga promessa de nunca mais voltar ao algoz local foi quebrada no dia seguinte. Era sexta-feira (20/09/2013) e, com apenas as 90 caixas de águas corretas, voltamos para efetuar a tal entrega. Logo, os dois ótimos funcionários foram trocados por outros dois truculentos ditando regra e mandando descarregar por outro lugar, mais difícil, com o argumento de outro carro descarregar.

Após a estocagem devidamente feita, nossa amiga deu uma de amiga da onça, tendo a conclusão mais óbvia do dia: a simples troca de notas seria mais eficiente e evitaria transtornos futuros, ou seja, a devolução das 90 caixas de água erradas evitaria esta nova visita. Isso, meus caros, é uma especialista em sadismo, tal qual o vendedor.

Ah, mas outro caminhão realmente descarregou móveis no tempo em que ficamos por lá, certo? Errado! O fato de dificultar a vida dos outros deve ser o esporte desses dois funcionários ingratos. Puxa-saquismo rende bons frutos, afinal.

Esta é a vida de um serviço essencial ser desprezado de tal maneira quanto possa parecer. Termino por aqui esse post com a seguinte frase mais adequada para este: “Se tá na mão, veio de caminhão”, ou qualquer veículo de carga.

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.