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After day, pseudo-manifestantes e envelopes de depósito | Casos Pessoais

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A onda de manifestações que tomou conta de muitas das grandes cidades do Brasil começou como uma simples solicitação de diminuição das passagens de trem, metrô e ônibus na cidade de São Paulo em 06/06/2013, com depredações na Av. Paulista e ações precipitadas de ambos os lados. O Movimento Passe Livre contagiou o país e outras passeatas foram ocorrendo ao longo deste mês, com gente se ferindo no fogo cruzado. Seu ápice foi segunda passada (17/06/2013), com manifestantes indo em direção à Globo e ao Palácio dos Bandeirantes (sede do governo estadual), um dia histórico.

Eu, ainda com restrições quanto a essa onda de protestos, resolvi acompanhar o after day, para ver com meus olhos o que é a reivindicação, agora com pautas como PEC 37 e “Cura Gay”. Acompanhado de um colega de classe, fomos a pé da Estação Tiradentes da Linha 1 Azul do Metrô até o Viaduto do Chá, lar da sede da Prefeitura de São Paulo. Logo de cara, começou aquela “correria falsa” (digo isso porque não podíamos ficar no contra-fluxo e ser atropelado pela multidão, e pelo fato de não haver na nenhum policial nem algo do gênero).

Logo de cara, nos deparamos com pichações, palavras de ordem e um carro de reportagem, que pensávamos ser da Globo, sendo empurrado de um lado para o outro, com o intuito de derrubá-lo, e mais correria. Até o momento, “nada” de anormal havia acontecido. Fomos procurar algum lugar para lanchar e ir ao banheiro (ou seja, agulha no palheiro, pois muitos comércio já estavam fechados), nas proximidades da Praça da Sé e, quando voltamos à frente da prefeitura, vimos uma cena deplorável: aquele veículo (da Record) não tinha sido tombado, tinha sido incendiado, assim como o posto da Polícia Militar.

A onda de papéis voando pelos ares parecia panfletagem de campanha política, mas simbolizava outra coisa: uma agência do Itaú destruída pelos pseudo-manifestantes e envelopes de depósitos eram os tais papéis, inclusive um deles foi guardado como lembrança. Nem a prefeitura escapou da tentativa (ou melhor, bem sucedida) de depredação. Àquela altura, eu queira estar longe daquele lugar e não presenciar tamanha barbárie, porém meu colega quis ficar mais um pouco. Enquanto isso, Bombeiros e Polícia chegam atrasados e em massa para tentar dispersar e prender os meliantes. À partir daquele momento, finalmente saímos das proximidades, como se nada estivesse acontecendo para não corrermos nenhum risco.

Foi uma noite inesquecível, para mal, pois fiquei horas pensando em cenas que mais cedo mais tarde eu veria, uma transmissão gratuita de balbúrdia. No dia seguinte, inclusive, houve o tão esperado anúncio: a passagem – antes reajustada para R$ 3,20 – voltará aos R$ 3,00 na próxima segunda (24/06/2013). Ainda tenho minhas restrições às manifestações – que continuam, mas só o fato de algo ter mudado já fez diferença pode ter amenizado o fatídico 18/06/2013, se isso for realmente possível.

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.