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Cartilha, foco desfocado e falta de critério

#425

É premissa da sociedade politicamente correta, digo, da cartilha de como viver corretamente rege seu comportamento. Quando alguém faz algo que não está escrito nela, há uma comoção digna de julgamento de um acusado evidentemente culpado por um crime hediondo, onde é “condenado” só porque emitiu uma opinião, ou fez uma piada sem graça, entre outros motivos.

O humor, a comédia, que é feita para se rir de algo que faz chorar, sofre com a leviana confusão proposital entre liberdade de expressão e libertinagem. Não é questão de gostar ou não do programa, é questão de um foco desfocado sobre uma piada “infeliz”. O canal Porta dos Fundos foi denunciado por Anderson Alves, por conta do vídeo Rola, que já é fálico por si só. A intenção do denunciante é para o Youtube restringir o acesso ao mesmo por conta de seu conteúdo +18, algo válido, se a cartilha “linda maravilhosa” não atacasse com ferocidade. Pelo visto, a discussão ficou em cima do conteúdo em si, e não da restrição (uma pena). A melhor alternativa é fazer a restrição por conta própria.

Confira o dito cujo

Saindo da internet, lugar perfeito para pseudo-corretistas, e indo para a TV, o CQC foi denunciado por fazer piada com português. Isso mesmo, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo não levou-as na esportiva. Esse crê que essas mini-histórias cômicas (dependendo do ponto de vista) ofendeu as pessoas que nasceram no país colonizador do Brasil. Ofensa maior foi tal reclamação.

Vemos o quanto as pessoas estão tão preocupadas com piadas do que com problemas mais sérios, quando a reclamação torna-se a piada. À época, o deputado federal Paulo Pimenta pelo PT-RS pediu para o Ministério Público investigar um esquete veiculado no extinto Comédia MTV, em 2011. Este tratava-se de uma paródia da Casas do Artistas – a Casa dos Autistas – onde os integrantes simulavam portadores da doença neste reality show. O que serviria apenas para mostrar tal problema, virou uma ameaça de processo e um pedido de desculpas forçado.

Deu para perceber a falta de critério, de um afazer ou, mais importante, de bom senso. Há de se colocar o pingo nos “is”: não leve a piada tão a sério. Apesar dela querer retratar a realidade que a cerca, o objetivo não é ofender – e se esse sê-lo, a cartilha comemora.

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.