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São Paulo: a fé do clube virtualmente eliminado

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A virtual eliminação do São Paulo na edição 2013 da Copa Bridgestone Libertadores estava toda desenhada. A equipe, maior campeã da competição mais cobiçada da América do Sul (3 títulos) e com mais participações (16 ao todo) entre os brasileiros, fez de tudo para fazer a pior campanha da sua história neste torneio.

Nem mesmo a classificação e liderança com sobras no atual Campeonato Paulista em sua primeira fase apagaria a campanha pífia na Libertadores desde a fase pré. Mesmo com uma convincente vitória sobre o Bolívar por 5 x 0 no Morumbi e classificação praticamente garantida, o que ocorreu no jogo de volta seria a toada do São Paulo na fase de grupos: a equipe fez 3 x 0, novamente convencendo em campo, mas o adversário, defendendo sua honra em casa, conseguiu uma virada espetacular, fazendo 4 x 3.

Em um grupo com Atlético/MG, Arsenal (Arg) e The Strongest (Bol), o que se esperava era uma classificação com certa folga dos brasileiros, e apenas seria para definir quem passava em qual posição. O Galo, fez a lição de casa, vencendo logo de cara o Tricolor por 2 x 1 no Independência – concorrente direto ao título da Libertadores. Daí para frente, a equipe mineira fez a parte dela, com 15 pontos e melhor campanha da fase de grupos, enquanto a equipe paulista penava para convencer, além da tarefa tornada difícil de vencer.

Veio o jogo contra o The Strongest no Morumbi, e a equipe de Lapaz queria mostrar que era a mais forte, endurecendo o jogo e vendendo caro a vitória ao São Paulo com um sofrido 2 x 1. Contra o Arsenal, no Pacaembu – por questão da punição imposta pela Conmebol no jogo do título da Sulamericana 2012, sobre os brigões do Tigre que mal voltaram para o segundo tempo, após perder por 2 x 0 – o sofrimento permaneceu. O Tricolor não conseguiu passar pela equipe argentina, ficando no empate com os hermanos por 1 x 1. Estava acesso o sinal de alerta.

Com dois jogos dificílimos fora de casa, o São Paulo tinha que conseguir resultados positivos e, de jeito nenhum, perder as duas partidas. Na argentina, um nervoso jogo contra o Arsenal, onde a equipe da casa sempre levava a melhor nos rebotes, e foi assim construída a vitória, por 2 x 1. Na altitude, o Soberano não fez um grande jogo (como em toda a fase de grupos), mas deixou escapar uma vitória seja por falta de competência, seja por falta de sorte, seja pelas falhas de seu ídolo, Rogério Ceni – mesmo fazendo o gol de pênalti -, no 2 x 1 em Lapaz.

Em meio a críticas à diretoria, ao time e a provável demissão de Ney Franco em caso de uma quase certa eliminação na Libertadores, uma derrota para o XV de Piracicaba, dias antes, pelo Paulistão, no Morumbi, a não presenca do Luís Fabiano (para variar) e Jadson (o principal jogador na armação), suspensos, enfrentar a melhor equipe da primeira fase em casa, pelo futebol apresentado pelas duas equipes, e pela combinação de resultados, seria uma tarefa para o Clube da Fé.

A torcida, aquela mesma mal acostumada, que só vai “na boa”, incorporou o espírito da sua competição preferida. Assim, com a entrega dos jogadores do São Paulo em campo contra um Galo, segundo Ronaldinho, em ritmo de treino. A moeda começou a cair de pé quando o Arsenal fez 1 x 0 no The Strongest, na Argentina – equipes que tinham chances melhores que o Tricolor. Mas a bola não havia entrado no primeiro tempo. Então, no segundo, a história teria que ser definida por jogadores decisivos. No pênalti, cometido por Leonardo Silva em Aloísio, a responsabilidade estava em cima daquele que tem que se aposentar, daquele que não joga mais como antes, ídolo não à toa. Rogério Ceni marca seu gol de número 14 na Libertadores (maior artilheiro do clube na competição), seu gol número 111 na carreira (maior goleiro-artilheiro da história), esse mesmo gol valeu mais pela classificação dada como impossível por muitos. Agora a festa estava garantida e a moeda caiu de pé.

O Atlético/MG, querendo manter o status de melhor equipe da América do Sul, a promessa de matar o São Paulo logo na primeira fase, tentou, sem muito sucesso, pois foi anulado pela zaga, dor de cabeça do time, dos volantes, que não davam a proteção necessária, do time como um todo. Com o 2 x 0 do Arsenal, o Soberano mostrou soberania iniciada com um passe de Ganso – de quem se espera muito -, com a inteligência de Osvaldo, que chegou ao fundo, e o oportunismo de Ademilson – que saiu depois, com uma contusão – para fazer 2 x 0 e matar o Galo. O gol do The Strongest fechou a vitória do Arsenal por 2 x 1. O impossível foi convertido pela fé do clube virtualmente eliminado em algo mais que possível: real.

Agora, por questão de qualificação e regulamento, teremos novamente Altético/MG x São Paulo, agora pelas oitavas de final da Libertadores. Tudo aquilo antes do fatídico último jogo da fase de grupos será apagado, embora o Galo tenha a relativa vantagem de decidir em casa. Uma coisa é certa: nunca subestime o São Paulo.

Os gols de São Paulo 2 x 0 Atlético/MG

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.