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Dois quase-assaltos, quase morte e imprevisível | Casos Pessoais



#395

Definitivamente, morar em qualquer cidade é um desafio imprevisível. Qualquer movimento em falso ou diferente do planejado pode fazer uma grande diferença. O que senti (ou quase) na pele nos últimos 8 dias foi algo que eu tenha que me acostumar para o resto da vida.

A semana imprevisível começa na sexta (22/02/2013). Estava eu voltando calmamente para casa, às 23h, logo após mais um dia no curso do Informática, saindo da Estação Sacomã de Metrô e indo em direção ao Terminal Sacomã. Avisto um cara suspeito olhando para baixo, como “quem não quer nada”, mesmo assim prossigo pelo caminho. Sou, então, surpreendido pelo meliante. Ele me cumprimenta e pede dinheiro (ELE QUER ME ASSALTAR), digo que não tenho mais que algumas moedas. O suspeito continua pedindo dinheiro e fala de “uma parada” e algo relacionado a revólver (se ouvi bem). Resolvo dar as poucas moedas que tinha em minha carteira, mas recusa dizendo que não aceita menos de R$ 10 (ele não quer me assaltar, ELE VAI ME ASSALTAR). Surpreendentemente, sou liberado, mas não tive coragem (e nem devia ter) de olhar para trás, para ver se o cara iria correr atrás de mim. Desde então, quando passo por lá, desconfio até de mim mesmo.

Na última sexta (01/03/2013), estava eu no trabalho carregando o caminhão com meu pai. Como parecia que ia demorar um pouco para a carga subir, ele pediu para eu ir descansar no veículo. Em questão de segundos, uma pilha de pallets cai exatamente onde estava sentado. Ou seja, provavelmente escapei de lesões graves e até mesmo da morte. O que me salvou? Sorte? Intervenção divina (na qual não acredito)? Não sei explicar.

No mesmo dia, estava eu trabalhando pelos lados de Guarujá. Meu pai ficou fora do caminhão para entregar a nota em um mercado da cidade (talvez o pior para se fazer entrega). Enquanto dormia, um meliante mequetrefe tentava abrir a porta pelo vidro ligeiramente aberto, para provavelmente roubar o GPS. Acordo e me deparo com o quase assaltante, que foge sem cerimônias. A ocorrência aconteceu no mesmo local onde, uma semana antes, um menino de 13 anos entrou no caminhão de frango, enquanto o motorista entregava a nota, levou até a favela e descarregou quase toda a carga.

Não estou aqui para reclamar da segurança (embora tenha motivos para tal). Estou aqui para dizer como é tênue a linha que separa a felicidade da tristeza, a riqueza da pobreza, a vida da morte. E concluo que não é só imprevisível viver em qualquer cidade. A vida é totalmente imprevisível.

Por: Not Now Lucas

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.