Sacolas plásticas, sustentabilidade e proibição


#152

A partir de hoje (dia 25/01/2012) as sacolas plásticas estão proibidas de serem distribuídas (não de forma “gratuita” como o comercial do Governo de São Paulo dizia sê-las), obrigando os consumidores à buscar alternativas talvez não tão práticas, com o famoso pretexto de chantagem emocional da sustentabilidade.

Meu posicionamento sobre a proibição é contrária a ela, pois não é proibindo as sacolas plásticas que os problemas estarão resolvidos. Um lobby grande dos mercados de maior presença no país faz com que estes tenham um lucro maior, embora as opções recém-proibidas não fossem gratuitas, como já disse anteriormente.

Um argumento muito usado é que a medida se deu bem em importantes países desenvolvidos. Mas será que realmente deu certo? E será que realmente temos que “copiar” leis que vêm de fora? Outro argumento é de que isto vai ajudar o meio ambiente, já que as sacolas plásticas demoram 400 anos para se decompor por completo. O jeito de que elas não prejudiquem o ambiente é não jogá-las em qualquer lugar, além de reciclá-las.

Colocar o lixo, tupperware (aqueles “potes” práticos), são alguns usos das tão maldosas sacolas plásticas. Sim, existem alternativas à elas, mas se o objetivo é diminuir seu uso (o que eu acho errado também), não é de forma obrigatória. Claro, como temos “salvadores da pátria” na política brasileira, temos que engolir goela abaixo.

Apesar dos supostos índices de aprovação da lei em outros locais, vai ser difícil me fazer mudar de opinião. Todas as alternativas deviam ser usadas, de acordo com seu tipo de uso, e não uma ser proibida em detrimento a outras. E não, não sou a favor de destruirmos a Terra.

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.