AMA não é muito amor | Casos Pessoais


A saúde pública no Brasil é uma vergonha. Pessoas morrendo em filas intermináveis, em locais com péssimas condições de um mínimo atendimento. Mas quem não pode ter convênio médico (embora também “trolle”) tem que se virar com SUS (Sistema Único de Saúde).

Minha situação é bem pequena, comparada à de outras pessoas. Esta começou em 2007, quando eu jogava bola na Geo Society. O lance foi cara-a-cara com o atacante, que estava bem perto de mim. Não titubeou e encheu o pé para marcar o gol. Para tentar evitar o tento, eu (como qualquer goleiro) coloquei a mão para evitá-lo, mas o pulso esquerdo abriu. Desde este dia, ele não foi mais o mesmo.

Ao longo dos anos, o pulso melhorava, e eu pensei: “Ah, melhorou, então não é nada grave” – o que talvez não seja. Mas era só usar a mão esquerda para uma defesa mais difícil para que a dor voltasse. Depois de muitas idas e vindas, o dia 02/12/2011 foi “decisivo”, pois em uma defesa fácil, o lugar da enfermidade voltou a doer, só que de forma mais constante e preocupante.

Nestes últimos dias, tomei algumas doses de comprimidos periodicamente (a cada 8 horas) para ver se a dor passava ou pelo menos era aliviada. A segunda opção aconteceu no início (com a ajuda de uma munhequeira), mas não por muito tempo. A dor se dá principalmente com a movimentação da mão esquerda, junto com um preocupantes estralo.

Fiquei sabendo da existência da AMA (Assistência Médica Ambulatorial) – que não passa de um puxadinho de UBS (Unidade Básica de Saúde) – no Parque Bristol. Lá eu tiraria uma chapa (uma radiografia) para verificar se havia algum problema nos ossos da mão machucada. Depois de muita demora, fui à unidade ontem (dia 02/01/2012).

Lá houve o típico atraso de saúde pública, embora este não tenha sido tão grande. Expliquei à médica o problema, que solicitou a chapa. Tirada a chapa da mão e do pulso, eu iria ser encaminhado para a unidade Jardim Clímax da UBS para ser encaminhado para um pediatra, para ser tirado uma ultrassonografia. Fui receitado de um medicamento que eu estava tomando até então e, como não lembrava que era o mesmo, peguei-o.

Hoje (dia 03/01/2012), fui no horário marcado, às 14h30m, para ver no que dava. A atendente veio correndo, perguntando se a mão estava doendo. Com minha negativa, a mesma deu com a péssima notícia: o médico que ia me atender tinha acabado seu expediente às 14h. Por um grotesco erro da outra atendente (lá da AMA), que me colocou em neste horário. Como eu queria falar com minha “algoz” tudo aquilo para falar.

Isso tudo prova o quanto o descaso com um serviço básico (o nome diz tudo) pode ser tão abandonado, muito pela burocracia e pelo desencontro de informações. Isso porque a saúde já foi e está sendo paga pelos impostos pesados a nós e, por isso, tinha que ser de qualidade boa, no mínimo. Nisto, enquanto eu não for conveniado de nenhuma prestadora de saúde, vou ter que conviver com esta enfermidade que, ao longo do tempo, pode piorar. Até lá, o jeito é tomar comprimidos e espera a dor passar.

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.