Copa de 2014, jeitinho brasileiro e orçamento

Quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa de 2014, confesso que fiquei feliz. Pensei: seria uma oportunidade de se melhorar a situação do país em diversos aspectos no âmbito educacional, da saúde, entre outros. Mas sempre me esqueço do famoso e sempre posto em prática jeitnho brasileiro.

Para se ter uma ideia, o orçamento final dos jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, foi nada mais nada menos que 10 VEZES MAIS do que foi calculado inicialmente. Sem contar que as obras terminaram na “bacia das almas”, ou aos 45 minutos do 2º tempo. Explicações não faltam: corrupção, lobbies de terceiros interessados, e o velho jeito que o Brasil encontrar para tirar vantagem de tudo e de sempre se sair bem na foto.

Com a Copa de 2014 não deve ser nenhum pouco diferente. Ou melhor (pior, no caso) não o está sendo, pois não se sabe qual será o estádio da abertura, nem se os estádios estarão prontos (embora acredite que fiquem prontos), muito menos se teremos infraestrutura adequada aos “padrões FIFA” de aeroportos, de hotéis, aumento no orçamento geral. A promessa de não usarem dinheiro público foi por água abaixo, já que o Itaqueirão, futuro estádio do Corinthians, por exemplo, vai receber incentivos fiscais de mais de R$ 400 milhões.

O que me deixou decepcionado, mas não surpreso, foi a declaração do ministro dos Esportes Orlando Silva, que se segue abaixo.

Para o ministro dos Esportes, Orlando Silva, o estudo não merece crédito. “Este valor de US$ 40 bilhões é cabalístico, não há nenhum dado público que fale nessa quantia”, afirmou. Além disso, para Silva, os investimentos em aeroportos e portos, bem como outros em infraestrutura, não deveriam ser contabilizados na conta da Copa: “A Copa do Mundo é um catalisador que antecipa investimentos que já teriam de acontecer. Quando a Copa passar, esses investimentos ficam. Portanto, é injusto que entre na conta da Copa”.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/06/29/copa-no-brasil-podera-ser-mais-cara-do-que-todas-as-outras-juntas.htm

O que não merece crédito é a corrupção que acontece no país, a saúde em péssimo estado, de não cumprir com a própria palavra.

Como evento, é uma boa ver grandes jogadores em campo, desta união que o futebol proporciona. Mas, prefiro ver um país melhorar de verdade em todos os sentidos do que ter este evento que mais está atrapalhando do que ajudando. Para aqueles que lucram com isso (CBF, FIFA) não faz a menor diferença se isso vai ajudar ou não no desenvolvimento do Brasil.

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.