ETECs, FATECs, salários e greve

Uma função tão importante, como a de professor, sucateada, com salários baixos, sem grandes aumentos. Não só para eles são prejudicados, funcionários, alunos e pais são lesados pelo poder público, com poucos investimentos dentro das escolas, e a qualidade da educação caindo.

Com regras que obrigam os professores a darem 1000 aulas (200 dias letivos) por ano, e a reporem qualquer aula que não foi dada, verbas de R$ 10.000,00/mês (ou algo em torno) não mantêm de pé ETECs e FATECs (gerenciadas pelo Centro Paula Souza). Muitas estão com falta de professores, estruturas físicas em pedaços que não proporcionam um ambiente de ensino mais agradável possível, entre outros descasos.

Uma greve de dois meses já acontece em um bom número das escolas técnicas, vide notícia do link: http://tribunataquaritinga.com.br/index.php?em=IZAR&id=1582.

Amanhã (sexta, dia 13/05), deve haver uma aumento no número de grevistas, que deve abranger um número ainda maior destas escolas técnicas, e prejudicando ainda mais a vida dos alunos.

Infelizmente, reivindicações são reprimidas com violência pelo governo de São Paulo. Depois de muitos dias de greve, o governo dá um aumento “satisfatório” para todas as verbas e salários. Mas, vê-se que isto é feito só para acalmar a um pouco os ânimos, e o governo paulista, e o poder público, em geral, continua olhando com descaso para a educação.

Não só o aumento de salários e verbas, queremos aumento da qualidade do ensino. Seja de ETEC, FATEC, ou de qualquer escola pública. O futuro do Brasil está na educação.

P.S.: Há a possibilidade do governo de São Paulo entregar o ensino técnico gerenciado pelo Centro Paula Souza à empresas privadas. Querem se livrar de mais uma dor de cabeça.

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notnowlucas

São Paulo - SP
Formado em Informática e antenado no universo da tecnologia, gosto de escrever sobre tudo que me convier. Possuo um Nokia Lumia 730 e não gosto que caçoem de mim.